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	<title>H. S. Lima, Autor em H. S. Lima - Livros e palestras</title>
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		<title>Se você tiver a mentalidade e as atitudes corretas, vai dar certo.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 19:26:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A jornada do advogado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem estive em reunião com um colega advogado, Dr. Augusto, que atua em estruturação jurídica de investimentos no exterior. Foi a segunda vez que o encontrei, dessa vez no escritório dele e tomei a liberdade de perguntar como foi sua jornada até aquele ponto, pois era evidente que possui grande sucesso profissional e financeiro. Aliás, na primeira vez que o encontrei, isso já ficou nítido, porque foi numa reunião que ele organizou num restaurante de alto padrão em São Paulo, com cerca de doze pessoas, entre elas vice-presidente de banco e outras figuras famosas do meio empresarial. Então, pelo networking dele, já percebi que se tratava de alguém diferenciado. Certa vez li que geralmente as pessoas gostam quando perguntamos sobre sua história e com o Dr. Augusto não foi diferente. Prontamente e com muito entusiasmo contou sobre sua trajetória até ali. Era piloto da Força Aérea brasileira, porém estava insatisfeito com o rumo de sua vida financeira. Então, resolveu voar em outros ares. Decidiu fazer outra faculdade e por exclusão optou por direito. Fez concurso para um Tribunal de Justiça e permaneceu alguns anos como assessor de um magistrado. Esse, por gostar de seu trabalho e notar sua dedicação e capricho, incentivava o Dr. Augusto a realizar concurso para magistratura. Ele até considerou esse caminho, mas por verificar o resultado financeiro que alguns advogados conseguiam e por acreditar no próprio potencial, resolveu empreender na advocacia. Pediu exoneração e começou a advogar inicialmente para os próprios colegas do serviço público, contudo, [&#8230;]</p>
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<p></p>



<p>Ontem estive em reunião com um colega advogado, Dr. Augusto, que atua em estruturação jurídica de investimentos no exterior. Foi a segunda vez que o encontrei, dessa vez no escritório dele e tomei a liberdade de perguntar como foi sua jornada até aquele ponto, pois era evidente que possui grande sucesso profissional e financeiro. Aliás, na primeira vez que o encontrei, isso já ficou nítido, porque foi numa reunião que ele organizou num restaurante de alto padrão em São Paulo, com cerca de doze pessoas, entre elas vice-presidente de banco e outras figuras famosas do meio empresarial. Então, pelo networking dele, já percebi que se tratava de alguém diferenciado.</p>



<p>Certa vez li que geralmente as pessoas gostam quando perguntamos sobre sua história e com o Dr. Augusto não foi diferente. Prontamente e com muito entusiasmo contou sobre sua trajetória até ali.</p>



<p>Era piloto da Força Aérea brasileira, porém estava insatisfeito com o rumo de sua vida financeira. Então, resolveu voar em outros ares. Decidiu fazer outra faculdade e por exclusão optou por direito. Fez concurso para um Tribunal de Justiça e permaneceu alguns anos como assessor de um magistrado. Esse, por gostar de seu trabalho e notar sua dedicação e capricho, incentivava o Dr. Augusto a realizar concurso para magistratura. Ele até considerou esse caminho, mas por verificar o resultado financeiro que alguns advogados conseguiam e por acreditar no próprio potencial, resolveu empreender na advocacia. Pediu exoneração e começou a advogar inicialmente para os próprios colegas do serviço público, contudo, não parou de estudar, buscar novos caminhos, se relacionar e a história foi acontecendo.</p>



<p>Certa vez um amigo dele perguntou se poderia ajudar com um investimento que ele queria realizar nos Estados Unidos. Ainda não tinha o conhecimento necessário. Então, esse foi um ponto crucial de sua carreira. Poderia ter desperdiçado a oportunidade, mesmo porque estava envolvido com outras atividades, mas não foi isso que fez. Como gosta de aprender coisas novas e se interessou pelo desafio, pesquisou, estudou e aprendeu o que precisava naquele momento. Após isso, outros clientes surgiram e hoje chegou aonde está.</p>



<p>O que quero comunicar com essa breve história?</p>



<p>Que não existe uma regra ou um caminho único para o sucesso. O que existem são características que você precisa ter ou desenvolver para alcançar altos resultados.</p>



<p>Aliás, minha história foi bem diferente dessa que contei.</p>



<p>Desde muito cedo quis ser advogado. Até recentemente eu não sabia por que havia escolhido essa profissão, mas outro dia acredito que descobri o motivo da escolha. Por volta dos quatorze anos de idade meu pai começou me levar para ajudar no escritório de factoring e negócios dele. Eu ficava na recepção, atendia telefone, anotava recados e preenchia fichas de clientes. Me lembro que de vez em quando ele recebia no escritório dois advogados que o atendiam e sempre havia grande reverência, elogios e amistosidade. Falava orgulhosamente que eram o Doutor Clineu e o Doutor Jaime. Acredito que esse tratamento especial ficou bem gravado em mim e como um jovem desejoso de agradar e ter a estima do pai, entendi que a advocacia era o caminho.</p>



<p>Definido o alvo, todas minhas escolhas foram coerentes. Não tive segunda ou terceira opção de curso para a graduação. Era direito ou direito. Desde o primeiro dia de aula estagiei em escritório de advocacia. Fiz curso de oratória, redação e tudo o mais que eu entendia ser necessário para a profissão. Nunca fiz e nem pensei em fazer concurso ou em trabalhar fora da advocacia. Formei, passei na primeira prova da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, peguei a “vermelhinha” e cerca de quatro meses depois aluguei uma sala e montei meu próprio escritório.</p>



<p>Contudo, durante muito tempo acreditei que havia alcançado um lugar de algum destaque por conta desse objetivo claro e definido que eu tinha, mas hoje entendo que não, pois, como relatei acima, existem pessoas em situação tão bem quanto ou ainda melhor e que trilharam trajetória bastante diferente.</p>



<p>Sei que advogados que hoje são muito bem-sucedidos e que já foram pipoqueiro, juíz, fotógrafo, militar, empresário, bancário, médico.</p>



<p>Eu não sei a situação em que sua vida profissional se encontra hoje, mas tenho certeza de que isso é irrelevante, porque se está vivo e lendo este texto é porque tem vontade de melhorar sua situação, então, com a mentalidade e atitudes corretas, é possível.</p>
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		<title>Curando o passado para viver a plenitude</title>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2023 20:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheci alguém que no dia de seu aniversário de 43 anos ganhou o maior presente de sua vida: o despertamento e o início de sua cura. Apesar de ser alguém aparentemente bem-sucedido na vida profissional e pessoal, vivia acorrentado a situações não resolvidas de seu passado e que somente com a maior dor já experimentada em sua vida, foi lançado no sofrimento e na escuridão do deserto para finalmente encontrar a luz. Até então, tinha em seus traços de personalidade a ansiedade, o medo do abandono, o medo da rejeição, o medo da solidão, a impulsividade, a necessidade de aprovação, dificuldades em lidar com frustrações, desconfiança, ciúmes entre outras questões. Por direção divina, foi levado a olhar para seu passado, para sua infância, para fatos que fez questão de esconder, de esquecer e que achava que tinham ficado para trás. Mas o passado nunca nos abandona e as coisas não resolvidas anseiam por serem curadas. Em suas buscas em treinamentos, terapias e orações, foi levado às raízes de seus comportamentos. Entendeu, por exemplo, como sua ansiedade foi gerada na sua infância (aos 8-9 anos de idade), quando estudava no período da tarde e seu pai demorava muito para buscá-lo, chegando à noite, quando os estudantes do noturno já estavam na escola. Como seu sentimento de frustração surgiu quando participou de um “amigo oculto” (aos 6-7 anos de idade) na escola e, apesar de ter dado um excelente presente (uma linda boa de futebol), recebeu o pior presente da turma: um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1_dQXu9b1LKB51wANyrXJQvw-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4621" style="aspect-ratio:1;width:470px;height:auto" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1_dQXu9b1LKB51wANyrXJQvw-1024x1024.jpg 1024w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1_dQXu9b1LKB51wANyrXJQvw-300x300.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1_dQXu9b1LKB51wANyrXJQvw-150x150.jpg 150w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1_dQXu9b1LKB51wANyrXJQvw-768x768.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1_dQXu9b1LKB51wANyrXJQvw-350x350.jpg 350w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1_dQXu9b1LKB51wANyrXJQvw.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Conheci alguém que no dia de seu aniversário de 43 anos ganhou o maior presente de sua vida: o despertamento e o início de sua cura.</p>



<p>Apesar de ser alguém aparentemente bem-sucedido na vida profissional e pessoal, vivia acorrentado a situações não resolvidas de seu passado e que somente com a maior dor já experimentada em sua vida, foi lançado no sofrimento e na escuridão do deserto para finalmente encontrar a luz.</p>



<p>Até então, tinha em seus traços de personalidade a ansiedade, o medo do abandono, o medo da rejeição, o medo da solidão, a impulsividade, a necessidade de aprovação, dificuldades em lidar com frustrações, desconfiança, ciúmes entre outras questões.</p>



<p>Por direção divina, foi levado a olhar para seu passado, para sua infância, para fatos que fez questão de esconder, de esquecer e que achava que tinham ficado para trás. Mas o passado nunca nos abandona e as coisas não resolvidas anseiam por serem curadas.</p>



<p>Em suas buscas em treinamentos, terapias e orações, foi levado às raízes de seus comportamentos.</p>



<p>Entendeu, por exemplo, como sua ansiedade foi gerada na sua infância (aos 8-9 anos de idade), quando estudava no período da tarde e seu pai demorava muito para buscá-lo, chegando à noite, quando os estudantes do noturno já estavam na escola.</p>



<p>Como seu sentimento de frustração surgiu quando participou de um “amigo oculto” (aos 6-7 anos de idade) na escola e, apesar de ter dado um excelente presente (uma linda boa de futebol), recebeu o pior presente da turma: um lápis, uma caneta e uma borracha. O importante, era participar, mas como criança não tinha maturidade para entender.</p>



<p>Certamente o mais surpreendente foi compreender que muito no início de sua gestação, havia mais um feto lá, um irmãozinho, mas que esse não sobreviveu e ali foi seu primeiro sentimento de abandono, solidão, rejeição e culpa por ter sobrevivido, então passou a vida tentando preencher o vazio com relacionamentos e coisas.</p>



<p>Descobriu que sua dificuldade de confiar surgiu quando (aos 6-7 anos de idade) foi enganado e traído por alguns colegas de sala que o induziram a praticar algo errado, um pequeno furto, para poder fazer parte da turma dos “descolados”, que depois foi descoberto, foi humilhado na escola e surrado em casa a ponto de ficar um ou dois dias sem ir para a escola por causa das marcas.</p>



<p>Compreendeu que seu ciúme surgiu quando, após a separação de seus pais, assumiu psicológica e inconscientemente a função de marido e protetor de sua mãe, mas a viu beijando outro homem, o que levou a uma severa discussão, agrediu fisicamente sua mãe, ouviu dela que “não o considerava mais seu filho” e então se fechou intimamente para ela e para os relacionamentos posteriores, com dificuldades para confiar plenamente.</p>



<p>Tudo isso teve que passar por um profundo processo de conscientização, aceitação e de acolhimento daquela criança que tanto sofreu, para que esses sentimentos não tivessem mais tamanha força a ponto de fazê-lo agir de modo que posteriormente se envergonhasse. Em sua condição humana, não deixará de ter esses sentimentos, mas não será controlado por eles.</p>



<p>Passou a entender que os traumas podem ter sido intencionais ou não, conscientes ou não, recordados por nós ou não, pois o que gera marcas é a forma como foram percebidos em nossos sentimentos. Ainda aprendeu que essas profundas marcas em nossa alma podem ser tanto da relação com seus pais, como com outras pessoas.</p>



<p>Entendeu como o destino une pessoas que possuem situações do passado que se entrelaçam e que ambas precisam resolver. Então, inconscientemente são levadas a oportunidades de cura, mesmo que mediante sofrimento e perdas. Aprendeu que essas perdas podem ser corrigidas e restauradas, mas que para isso os dois precisam querer, pois é impossível forçar o outro a olhar para dentro de si e encarar seus traumas. O despertar é individual e, infelizmente, aquele que prefere não buscar esse caminho, mais cedo ou mais tarde, passará novamente por outra janela de sofrimento onde a oportunidade se apresentará, pois a vida quer que sejamos curados.</p>



<p>Aceitou o fato de que tudo em sua vida aconteceu exatamente como precisava ter acontecido, no momento certo e da forma certa.</p>



<p>Aprendeu que não se trata de “perdoar” seus pais e seus ancestrais, porque, quando faz isso, se coloca em lugar de superioridade, afrontando a ordem natural da vida, uma vez que é filho. Compreendeu que o caminho é o da “aceitação” como parte do plano divino para cada um de nós. Pois, a aceitação é a única opção para ser refeita a conexão do amor, do perdão, da admiração, da paciência, da compaixão. É necessário deixar com eles o que é deles e agradecer a força que nos transmitiram ao nos presentear com a vida.</p>
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		<title>Como crianças&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Oct 2023 12:10:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mãe, a senhora está chorando? A mãe limpa o início de lágrima que há no conto de seus olhos e responde que está tudo bem e que é apenas um cisco. Mas, na verdade, está profundamente triste pelas palavras insensíveis que ouviu do marido. Porém, acreditando que está protegendo e fazendo bem ao filho, nega seu sentimento. Então, o filho começa inconscientemente a desconfiar de sua sensibilidade e pensar que ela é enganosa, pois acredita na mãe. Com o passar do tempo, situações como essas vão nos ensinando que devemos ser mais racionais e assim vamos perdendo a naturalidade de prestar atenção ao que sentimos quanto ao ambiente e a nós mesmos. Nossos sentimentos vão ficando relegados a um segundo plano e só os acessamos em momentos de forte emoção. Quando somos gerados no útero de nossas mães, o primeiro órgão que se forma é o coração e, nessa fase embrionária, apenas o que temos são os sentimentos. Sentimos tudo que acontece ao nosso redor. Só depois que o cérebro é formado e somente por volta dos três ou quatro anos de idade é que ele começa a amadurecer. Estudo dizem que apenas aos vinte e cinco anos de idade é que o cérebro está totalmente formado. Consequência de tudo isso é que nos tornamos cada vez menos sensíveis a dor e ao sofrimento humano. Pessoas doentes, moradores de rua, tragédias pessoais, desastres naturais e outras situações que deveriam nos fazer chorar, sentir compaixão e tentar ajudar, já não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/iStock-1166576788-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4617" style="aspect-ratio:1.499267935578331;width:508px;height:auto" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/iStock-1166576788-1-1024x683.jpg 1024w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/iStock-1166576788-1-300x200.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/iStock-1166576788-1-768x512.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/iStock-1166576788-1-350x233.jpg 350w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/iStock-1166576788-1.jpg 1254w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>&#8211; Mãe, a senhora está chorando?</p>



<p>A mãe limpa o início de lágrima que há no conto de seus olhos e responde que está tudo bem e que é apenas um cisco. Mas, na verdade, está profundamente triste pelas palavras insensíveis que ouviu do marido. Porém, acreditando que está protegendo e fazendo bem ao filho, nega seu sentimento. Então, o filho começa inconscientemente a desconfiar de sua sensibilidade e pensar que ela é enganosa, pois acredita na mãe.</p>



<p>Com o passar do tempo, situações como essas vão nos ensinando que devemos ser mais racionais e assim vamos perdendo a naturalidade de prestar atenção ao que sentimos quanto ao ambiente e a nós mesmos. Nossos sentimentos vão ficando relegados a um segundo plano e só os acessamos em momentos de forte emoção.</p>



<p>Quando somos gerados no útero de nossas mães, o primeiro órgão que se forma é o coração e, nessa fase embrionária, apenas o que temos são os sentimentos. Sentimos tudo que acontece ao nosso redor. Só depois que o cérebro é formado e somente por volta dos três ou quatro anos de idade é que ele começa a amadurecer. Estudo dizem que apenas aos vinte e cinco anos de idade é que o cérebro está totalmente formado.</p>



<p>Consequência de tudo isso é que nos tornamos cada vez menos sensíveis a dor e ao sofrimento humano. Pessoas doentes, moradores de rua, tragédias pessoais, desastres naturais e outras situações que deveriam nos fazer chorar, sentir compaixão e tentar ajudar, já não têm tanto impacto sobre nós.</p>



<p>Não foi sem motivo que Jesus disse que para entrarmos no reino dos céus precisamos mais do que de apenas nos convertermos, é necessário nos torarmos como crianças (Mateus 18:3).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-large-font-size">Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.</p>
</blockquote>



<p>Por quê? Porque apenas sendo como crianças é que conseguiremos amar não apenas a Deus, mas, também, ao próximo como a nós mesmos. E se de fato sentirmos amor ao próximo exerceremos compaixão, misericórdia, prestaremos assistência, seremos solícitos em fazer o bem.</p>



<p>Um dos problemas de não acessarmos os nossos sentimentos, é que agiremos apenas por questões racionais, então, em muitos momentos encontraremos justificativas para não ter atitudes que revelam amor. O apóstolo Paulo foi ainda além ao dizer que sem amor, nada que fizermos se aproveita.</p>



<p>Por mais que você seja intelectualizado, tenha cursos, especializações e conhecimento, não deixe que tudo isso te desconecte de seus sentimentos. Temos não apenas cérebro, mas também coração. Busque esse equilíbrio em sua vida, ele te proporcionará relacionamentos mais saudáveis e duradouros.</p>
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		<title>Apenas se você estiver cansado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2023 13:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este texto é apenas para aqueles que já choraram na presença do Senhor pedindo ajuda para vencer a luta contra alguma luta que o persegue e que já questionou onde estaria o jugo suave e leve que Jesus promete. É para quem sempre soube que tinha uma grande batalha a ser vencida em sua vida e que orava escondido, mantendo oculta sua luta, falando apenas a Deus. É para você que se via aterrorizado diante dos momentos em que essas lutas se aproximavam, mas nunca teve coragem de pedir ajuda das pessoas que te amam, de sua esposa, de seus pais, de seu pastor e de seus amigos por medo da rejeição e do abandono. É para você que já desejou ser descoberto para finalmente ter a oportunidade de deixar de ter uma vida dupla, mas que mesmo quando teve essa oportunidade, preferiu enganar por ainda não ter tido a coragem necessária. É para você que em algum momento desistiu de orar e que ficou cansado de lutar, por acreditar que não teria forças para vencer, pois já havia sido derrotado diversas vezes e não conseguia a ajuda dos céus que tantas vezes buscou. Não importa qual a sua luta, se a imoralidade sexual, o alcoolismo, a ira, a dependência química de alguma droga, etc. Se você já passou ou está passando por isso, quero conversar com seu cansado coração. Partindo da fé de que Jesus é real, de que Ele vive, de que Ele quer nosso bem e de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="480" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/sua-cura-1024x480.jpg" alt="" class="wp-image-4610" style="aspect-ratio:2.1333333333333333;width:678px;height:auto" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/sua-cura-1024x480.jpg 1024w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/sua-cura-300x141.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/sua-cura-768x360.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/sua-cura-350x164.jpg 350w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/sua-cura.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>



<p>Este texto é apenas para aqueles que já choraram na presença do Senhor pedindo ajuda para vencer a luta contra alguma luta que o persegue e que já questionou onde estaria o jugo suave e leve que Jesus promete.</p>



<p>É para quem sempre soube que tinha uma grande batalha a ser vencida em sua vida e que orava escondido, mantendo oculta sua luta, falando apenas a Deus.</p>



<p>É para você que se via aterrorizado diante dos momentos em que essas lutas se aproximavam, mas nunca teve coragem de pedir ajuda das pessoas que te amam, de sua esposa, de seus pais, de seu pastor e de seus amigos por medo da rejeição e do abandono.</p>



<p>É para você que já desejou ser descoberto para finalmente ter a oportunidade de deixar de ter uma vida dupla, mas que mesmo quando teve essa oportunidade, preferiu enganar por ainda não ter tido a coragem necessária.</p>



<p>É para você que em algum momento desistiu de orar e que ficou cansado de lutar, por acreditar que não teria forças para vencer, pois já havia sido derrotado diversas vezes e não conseguia a ajuda dos céus que tantas vezes buscou.</p>



<p>Não importa qual a sua luta, se a imoralidade sexual, o alcoolismo, a ira, a dependência química de alguma droga, etc.</p>



<p>Se você já passou ou está passando por isso, quero conversar com seu cansado coração.</p>



<p>Partindo da fé de que Jesus é real, de que Ele vive, de que Ele quer nosso bem e de que a bíblia é verdadeiramente sua palavra, então precisamos analisar com atenção o que Ele diz.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-large-font-size">Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.</p>



<p class="has-large-font-size">Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.</p>



<p class="has-large-font-size">Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus 11:28-30)</p>
</blockquote>



<p>Costumamos prestar muita atenção ao primeiro e ao último versículo destacados acima: que teremos descanso se formos a Ele e que seu jugo suave e seu fardo é leve.</p>



<p>Mas preciso que você se atente ao versículo 29, pois é onde está o segredo para tornar tudo isso possível. Ele diz que devemos tomar sobre nós seu jugo e aprender dEle, que é manso e humilde de coração.</p>



<p>Humildade de coração, é essa chave que pode te fazer entrar nesse lugar de descanso.</p>



<p>Tomar o jugo dEle significa se sujeitar aos seus mandamentos e se esforçar por vive-los. Isso você aprende através da leitura bíblica, de livros e das diversas escolas e cursos que existem. Atualmente, temos fácil acesso a esse conhecimento.</p>



<p>Contudo, a humildade de coração é o passo mais difícil de ser dado e só depende de você.</p>



<p>Para melhor compreender o que é humildade, vamos analisar seu oposto. Humildade é o contrário de altivez, de arrogância, de presunção, de orgulho, de vaidade, de soberba. Acredito que o conceito de orgulho represente bem toda essa categoria.</p>



<p>Existem diversas passagens bíblicas que afirmam que Deus detesta os orgulhosos de coração (Pv. 16:5), que o orgulho vem antes da queda (Pv. 11:2), que o orgulhoso será humilhado (Mt 23:12) e que Deus se opõe aos orgulhosos (Tg 4:6).</p>



<p>Quando você se esforça em não expor suas fraquezas, suas deficiências e suas tentações você está sendo orgulhoso, porque está lutando para preservar o personagem que você acredita ser a melhor parte de sua personalidade.</p>



<p>Podem existir diversas razões para você ter se tornado orgulhoso. Talvez, a maior delas, seja o medo de ser rejeitado como você realmente é e então ser abandonado pelas pessoas que ama. O medo da rejeição e do abandono são paralisantes.</p>



<p>E por que que o orgulho vem antes da queda e que o orgulhoso será humilhado? Porque ele não se deixa tratar e mais cedo ou mais tarde as derrotas daquelas batalhas que travou sozinho serão expostas.</p>



<p>Qual o caminho então? Buscar ajuda.</p>



<p>É preciso humildade para buscar ajuda.</p>



<p>É preciso humildade para confessar nossos pecados. Quando você confessa só a Deus, recebe perdão. Mas a cura só vem quando confessamos uns aos outros (Tg 5:16). E, enquanto você não for curado das doenças da sua alma, continuará expedindo pus e você se envolverá em mentiras, manipulações e terá Deus se opondo a você. Mas, Deus é misericordioso e estará sempre pronto para te receber quando você o buscar de todo o coração, “pois só Ele cura os de coração contrito e cuida de suas feridas” (Sl 147:3).</p>



<p>Lembre-se do que Deus disse por meio do profeta Isaías (57:15):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-large-font-size">“Habito num lugar alto e santo,</p>



<p class="has-large-font-size">mas habito também com o contrito</p>



<p class="has-large-font-size">e humilde de espírito,</p>



<p class="has-large-font-size">para dar novo ânimo</p>



<p class="has-large-font-size">ao espírito do humilde</p>



<p class="has-large-font-size">e novo alento ao coração do contrito”</p>
</blockquote>



<p>Medo todos temos, mas o corajoso é o que age mesmo temendo. O temor da rejeição e do abandono são terríveis, mas ambos em algum momento chegarão se você continuar orgulhoso, “pois nada há oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia” (Mc 4:22). Então é apenas uma questão de tempo.</p>



<p>Não importa se partiu de uma decisão sua ou se você foi jogado nela, quando esse tempo chegar em sua vida, tenha a humildade de ir fundo nessa dor e aproveite para colocar para fora tudo que te incomoda, pois só confessando uns aos outros é que haverá cura e então você poderá viver plenamente.</p>



<p>Você se surpreenderá em notar como algumas pessoas te amam, ainda que outras dolorosamente te deixem. E essas que te deixaram, talvez tenham agido assim por estarem cansadas de ver os sintomas de sua doença. Mas tenha a fé de que, se elas por um tempo elas foram capazes de te amar mesmo doente, talvez chegue um dia em que perceberão que você está curado, te amarão ainda mais do que já te amaram e voltem para sua vida.</p>



<p>Sem passar por essa cura, responda sinceramente: você ama quem você realmente é? Você gostaria de ser amigo ou cônjuge de alguém como você é? Imagino que não.</p>



<p>Somente depois de curado é que você poderá finalmente se amar e só então conseguirá cumprir o segundo maior mandamento que Jesus nos deu, que é “amar ao próximo como a si mesmo” (Mt 27:39), e assim desfrutar de uma vida com relacionamentos significativos, saudáveis e verdadeiros.</p>
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		<title>O amor que cura</title>
		<link>https://hslima.com/o-amor-que-cura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 14:55:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No livro de Coríntios, o apóstolo Paulo fala com profundidade sobre a alma humana e como podemos ter uma vida significativa, tendo como alicerce o amor. Ele diz que quando somos meninos, agimos como meninos e ao nos tornarmos homens, devemos abandonar as coisas de menino, pois apenas assim poderemos ser maduros e viver uma vida plena. Quando Deus disse que devemos deixar pai e mãe para somente então nos unirmos à nossa mulher e se tornar uma só carne com ela, não se trata de apenas perdoá-los pelo que fizeram ou deixaram de fazer, não se trata de apenas nos relacionarmos com eles para cumprir o mandamento de honrar pai e mãe, pois sem amor, isso de nada adianta. Podemos proporcionar a eles as melhores condições materiais possíveis, podemos ter vários momentos de qualidade com eles, podemos nos esforçar em aceitá-los como são, nada disso tem valor se de fato não os amá-los por quem são, do jeito que são. Ao entendermos que Deus nos colocou exatamente na família que precisávamos, com todos seus defeitos e qualidades, fazemos as pazes com todos e então estamos em condições de amar inclusive a nós mesmos. Apenas o amor é capaz de nos curar de nossos traumas e de nos libertar de nossos cativeiros emocionais para vivermos a plenitude da maturidade e nos unirmos em uma só carne com a mulher que amamos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="819" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/love-heart-logo-and-symbol-vector-1024x819.jpg" alt="" class="wp-image-4605" style="aspect-ratio:1.2503052503052503;width:368px;height:auto" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/love-heart-logo-and-symbol-vector-1024x819.jpg 1024w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/love-heart-logo-and-symbol-vector-300x240.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/love-heart-logo-and-symbol-vector-768x614.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/love-heart-logo-and-symbol-vector-1536x1229.jpg 1536w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/love-heart-logo-and-symbol-vector-350x280.jpg 350w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/love-heart-logo-and-symbol-vector.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>No livro de Coríntios, o apóstolo Paulo fala com profundidade sobre a alma humana e como podemos ter uma vida significativa, tendo como alicerce o amor.</p>



<p>Ele diz que quando somos meninos, agimos como meninos e ao nos tornarmos homens, devemos abandonar as coisas de menino, pois apenas assim poderemos ser maduros e viver uma vida plena.</p>



<p>Quando Deus disse que devemos deixar pai e mãe para somente então nos unirmos à nossa mulher e se tornar uma só carne com ela, não se trata de apenas perdoá-los pelo que fizeram ou deixaram de fazer, não se trata de apenas nos relacionarmos com eles para cumprir o mandamento de honrar pai e mãe, pois sem amor, isso de nada adianta.</p>



<p>Podemos proporcionar a eles as melhores condições materiais possíveis, podemos ter vários momentos de qualidade com eles, podemos nos esforçar em aceitá-los como são, nada disso tem valor se de fato não os amá-los por quem são, do jeito que são.</p>



<p>Ao entendermos que Deus nos colocou exatamente na família que precisávamos, com todos seus defeitos e qualidades, fazemos as pazes com todos e então estamos em condições de amar inclusive a nós mesmos.</p>



<p>Apenas o amor é capaz de nos curar de nossos traumas e de nos libertar de nossos cativeiros emocionais para vivermos a plenitude da maturidade e nos unirmos em uma só carne com a mulher que amamos.</p>
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		<title>Egocentrismo</title>
		<link>https://hslima.com/egocentrismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 09:36:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em cada fase da vida, agimos de um modo específico que é o normalmente esperado e se dá pela dinâmica natural da vida. Na primeira infância, estamos desprotegidos e precisamos de ajuda para literalmente não morrer. O medo inconsciente é de sermos abandonados. Quando crianças, queremos carinho, aceitação e acolhimento, nossa dor é a falta de aprovação. Na adolescência, precisamos de orientação e queremos o pertencimento, nossa dor é o medo de não encontrarmos nosso lugar no mundo. Mas, algo que é comum para todas essas fases é o fato de estarmos sempre “recebendo” e tendo nossas necessidades e vontades atendidas. Não precisamos nos preocupar em dar, mas em receber. Contudo, quando nos tornamos adultos, os papéis se invertem e nós é que precisamos nos tornar os provedores do que esperam de nós como marido, pai e profissional. Mas, para que tenhamos condições de agir naturalmente dessa forma, é necessário que de fato entremos na vida adulta. Se continuarmos presos na condição de crianças ou adolescentes, podemos até nos esforçar em sermos adultos, porém mais ou menos vezes teremos atitudes típicas dessas fases. Para conseguirmos viver de modo pleno, precisamos não apenas saber racionalmente o que é ser um homem maduro, o que é ser marido e o que é ser pai. É necessário abandonar aquelas fases. Como manual perfeito para nossa vida, a bíblia dá um imperativo: Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="778" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/Liberdade-1024x778.jpg" alt="" class="wp-image-4599" style="aspect-ratio:1.3161953727506426;width:564px;height:auto" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/Liberdade-1024x778.jpg 1024w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/Liberdade-300x228.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/Liberdade-768x583.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/Liberdade-350x266.jpg 350w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/Liberdade.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Em cada fase da vida, agimos de um modo específico que é o normalmente esperado e se dá pela dinâmica natural da vida.</p>



<p>Na primeira infância, estamos desprotegidos e precisamos de ajuda para literalmente não morrer. O medo inconsciente é de sermos abandonados. Quando crianças, queremos carinho, aceitação e acolhimento, nossa dor é a falta de aprovação. Na adolescência, precisamos de orientação e queremos o pertencimento, nossa dor é o medo de não encontrarmos nosso lugar no mundo.</p>



<p>Mas, algo que é comum para todas essas fases é o fato de estarmos sempre “recebendo” e tendo nossas necessidades e vontades atendidas. Não precisamos nos preocupar em dar, mas em receber.</p>



<p>Contudo, quando nos tornamos adultos, os papéis se invertem e nós é que precisamos nos tornar os provedores do que esperam de nós como marido, pai e profissional. Mas, para que tenhamos condições de agir naturalmente dessa forma, é necessário que de fato entremos na vida adulta. Se continuarmos presos na condição de crianças ou adolescentes, podemos até nos esforçar em sermos adultos, porém mais ou menos vezes teremos atitudes típicas dessas fases.</p>



<p>Para conseguirmos viver de modo pleno, precisamos não apenas saber racionalmente o que é ser um homem maduro, o que é ser marido e o que é ser pai. É necessário abandonar aquelas fases.</p>



<p>Como manual perfeito para nossa vida, a bíblia dá um imperativo: <em>Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne</em>. (Gênesis 2:24)</p>



<p>Observe bem: para poder se unir à sua mulher e se tornar um com ela, é requisito que antes deixe pai e mãe.</p>



<p>Muitas pessoas acreditam que o “deixar pai e mãe” é apenas no aspecto físico e financeiro. Porém, você pode estar morando a quilômetros de distância de seus pais e sem depender financeiramente deles e ainda assim não ter se desligado. Da mesma forma, você pode morar no mesmo terreno que eles e ainda assim tê-los deixado. Isso porque, a ordem de “deixar pai e mãe” é muito mais voltada para nosso ser interior, do que para as condições externas.</p>



<p>As Escrituras ensinam que enquanto não liberamos genuíno perdão, permanecemos ligados às situações e às pessoas, aprisionados em amargura, mágoa e impossibilitados de passar pelo processo de cura.</p>



<p>Trazendo isso para a dinâmica familiar, a falta de uma genuína liberação de perdão aos pais pelo que fizeram ou deixaram de fazer, deixa a pessoa aprisionada e a impede de ser adulta e de saudavelmente exercer os papéis que precisará desempenhar nessa fase da vida.</p>



<p>É necessário deixar com eles aquilo que é deles. As dores deles, são deles. Os erros deles, foram cometidos por eles. Eles agiram da melhor forma como poderiam ter agido dentro de suas ignorâncias, falhas, traumas e, também, de suas virtudes.</p>



<p>Conheci alguém que vivenciou isso.</p>



<p>..</p>



<p>Após uma infância de traumas e dores, logo que teve condições saiu de casa e se afastou completamente de seus pais. Ficou anos se falar com ambos, que já eram divorciados. Depois de um tempo, até se reaproximou e chegou a ajudar financeiramente sua mãe no intuito de cumprir o mandamento de “honrar pai e mãe”. Contudo, seu distanciamento era nítido.</p>



<p>Por tudo que vivenciou em sua infância e adolescência, tinha várias mágoas e isso impedia ter uma boa relação com eles. Ou seja, pela falta de perdão e de liberação deles, continuava preso àquela fase da vida, em que pese estar vivendo casado e com filhos.</p>



<p>Consequência disso? Agia psicologicamente como filho, esperando receber de tudo e de todos. Apenas em espírito, mas não emocionalmente (e nem conseguiria) verdadeiramente se ligar a sua mulher, também não se tornou protetor emocional de seus filhos. Queria tudo de seu jeito e se algo não fosse conforme a sua vontade, se irritava, fechava a cara e por ser o provedor financeiro e “chefe” da família, tornou-se autoritário. Seus filhos e esposa viviam em constante sensação de medo por não saber se algo poderia desagradá-lo.  Até despertar para essa realidade e se submeter a tratar aquilo que o aprisionava às fases iniciais de sua vida, causou muito danos.</p>



<p>..</p>



<p>Caro leitor, meu anseio é que para você reflita sobre seus comportamentos, ore pedindo direção de Deus, procure um profissional para te ajudar e se submeta, com o coração sincero e quebrantado, a repassar toda sua vida e entender por que você tem determinados comportamentos.</p>



<p>Tome muito cuidado e preste muita atenção ao que as pessoas que verdadeiramente te amam dizem sobre você, sobre o que você precisa melhorar, mesmo que você não concorde, pois é estratégia das trevas que você permaneça cego e aprisionado. Então, não seja orgulhoso, seja humilde para se expor.</p>



<p>Com a ajuda certa, você passará a entender seus comportamentos, seus gatilhos e, somente então, terá condições de ter uma vida adulta saudável. Lembre-se que “perto está o Senhor dos que têm um coração quebrantado” (Salmos 34:18) e Ele quer o melhor você e sua família.</p>
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		<title>Logo virão as flores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Oct 2023 10:34:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poemas e sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tantas coisas te machucaram E você se protegeu Da dor Da raiva Da impotência As feridas nunca foram tratadas Curadas, saradas. Você não as via, mas elas te enxergavam Você apenas limpava o pus, o fedor e escondia a dor Não precisava ser assim Mas cada um tem seu tempo E o seu chegou Aguente firme, sei que você consegue Eu confio em você Vai durar apenas o tempo necessário Não acelere o tratamento Não fuja da dor Enquanto isso Curta a viagem Olhe a paisagem Veja como o solo começa a ser preparado Um dia virão as flores Mas há um tempo que precisa ser vivido Não culpe os outros Não se culpe Tudo aconteceu como deveria Confie em Mim. Sempre estive ao seu lado E estou agora.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="788" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/tulipanes-rosa-creciendo-en-campo-paises-bajos-e42k0n-1024x788.jpg" alt="" class="wp-image-4586" style="aspect-ratio:1.299492385786802;width:461px;height:auto" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/tulipanes-rosa-creciendo-en-campo-paises-bajos-e42k0n-1024x788.jpg 1024w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/tulipanes-rosa-creciendo-en-campo-paises-bajos-e42k0n-300x231.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/tulipanes-rosa-creciendo-en-campo-paises-bajos-e42k0n-768x591.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/tulipanes-rosa-creciendo-en-campo-paises-bajos-e42k0n-350x269.jpg 350w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/tulipanes-rosa-creciendo-en-campo-paises-bajos-e42k0n.jpg 1300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Tantas coisas te machucaram</p>



<p>E você se protegeu</p>



<p>Da dor</p>



<p>Da raiva</p>



<p>Da impotência</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p></p>



<p>As feridas nunca foram tratadas</p>



<p>Curadas, saradas.</p>



<p>Você não as via, mas elas te enxergavam</p>



<p>Você apenas limpava o pus, o fedor e escondia a dor</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p></p>



<p>Não precisava ser assim</p>



<p>Mas cada um tem seu tempo</p>



<p>E o seu chegou</p>



<p></p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p>Aguente firme, sei que você consegue</p>



<p>Eu confio em você</p>



<p>Vai durar apenas o tempo necessário</p>



<p>Não acelere o tratamento</p>



<p>Não fuja da dor</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p></p>



<p>Enquanto isso</p>



<p>Curta a viagem</p>



<p>Olhe a paisagem</p>



<p>Veja como o solo começa a ser preparado</p>



<p>Um dia virão as flores</p>



<p>Mas há um tempo que precisa ser vivido</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p></p>



<p>Não culpe os outros</p>



<p>Não se culpe</p>



<p>Tudo aconteceu como deveria</p>



<p>Confie em Mim. Sempre estive ao seu lado</p>



<p>E estou agora.</p>
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		<title>Orgulho destrutivo</title>
		<link>https://hslima.com/orgulho-destrutivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Oct 2023 09:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida interior]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://hslima.com/?p=4579</guid>

					<description><![CDATA[<p>Crendo ou não em Deus e nas Escrituras, fato é que os princípios espirituais e as promessas celestiais agem independente de nossa vontade. Ação e reação, nossas condutas definem as consequências que experimentaremos. Benção ou maldição. A escolha é nossa. Contudo, muitas vezes queremos fazer o melhor, queremos semear boas sementes e nos esforçamos nesse sentido, mas, com maior ou menor frequência, acabamos fazendo aquilo que não queremos, então nos envergonhamos e tentamos novamente não fazer, até que tropeçamos mais uma vez. Às vezes, cansados da luta, nos afundamos naquilo que não queremos e que sentimos em nosso íntimo que não é o caminho correto. Eis que surge a questão: por que agimos de modo que não queremos? As respostas podem ser múltiplas, mas quero abordar sob a ótica da falta de tratamento de nossa alma. Salvo se você teve a gigantesca benção de nascer num lar completamente funcional, repleto de amor e com muita sabedoria de seus pais e familiares, todos nós temos marcas que foram causadas em nossas almas por palavras, atitudes e experiências. Como aprendemos que devemos ser fortes e como uma forma de proteção diante desses traumas, passamos a não compartilhar os sentimentos que experimentamos diante das adversidades. Assim, nossas angústias, medos, fraquezas e inseguranças são ocultadas e passamos a apresentar apenas nosso lado forte e bonito. Acreditando ter esquecido nossas feridas, vamos levando nossas vidas na inconstância entre sermos corretos e lutando para não errar. Porém, como não estamos sempre fortes, algumas ou até várias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1000_F_187840347_6rRjxCDZG2vFKUaqSGo76MIYX59ABJy8.jpg" alt="" class="wp-image-4580" style="aspect-ratio:1;width:443px;height:auto" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1000_F_187840347_6rRjxCDZG2vFKUaqSGo76MIYX59ABJy8.jpg 1000w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1000_F_187840347_6rRjxCDZG2vFKUaqSGo76MIYX59ABJy8-300x300.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1000_F_187840347_6rRjxCDZG2vFKUaqSGo76MIYX59ABJy8-150x150.jpg 150w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1000_F_187840347_6rRjxCDZG2vFKUaqSGo76MIYX59ABJy8-768x768.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/10/1000_F_187840347_6rRjxCDZG2vFKUaqSGo76MIYX59ABJy8-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure></div>


<p></p>



<p></p>



<p>Crendo ou não em Deus e nas Escrituras, fato é que os princípios espirituais e as promessas celestiais agem independente de nossa vontade. Ação e reação, nossas condutas definem as consequências que experimentaremos. Benção ou maldição. A escolha é nossa.</p>



<p>Contudo, muitas vezes queremos fazer o melhor, queremos semear boas sementes e nos esforçamos nesse sentido, mas, com maior ou menor frequência, acabamos fazendo aquilo que não queremos, então nos envergonhamos e tentamos novamente não fazer, até que tropeçamos mais uma vez. Às vezes, cansados da luta, nos afundamos naquilo que não queremos e que sentimos em nosso íntimo que não é o caminho correto.</p>



<p>Eis que surge a questão: por que agimos de modo que não queremos?</p>



<p>As respostas podem ser múltiplas, mas quero abordar sob a ótica da falta de tratamento de nossa alma.</p>



<p>Salvo se você teve a gigantesca benção de nascer num lar completamente funcional, repleto de amor e com muita sabedoria de seus pais e familiares, todos nós temos marcas que foram causadas em nossas almas por palavras, atitudes e experiências. Como aprendemos que devemos ser fortes e como uma forma de proteção diante desses traumas, passamos a não compartilhar os sentimentos que experimentamos diante das adversidades. Assim, nossas angústias, medos, fraquezas e inseguranças são ocultadas e passamos a apresentar apenas nosso lado forte e bonito.</p>



<p>Acreditando ter esquecido nossas feridas, vamos levando nossas vidas na inconstância entre sermos corretos e lutando para não errar. Porém, como não estamos sempre fortes, algumas ou até várias vezes perdemos a luta.</p>



<p>Só que se o nosso espírito é divino e não nascemos com uma alma corrompida, por que continuamos a ter atitudes vergonhosas?</p>



<p>Não basta apenas aprender racionalmente que algo é errado, pois se sentimos vergonha e culpa é porque já tivemos essa consciência.</p>



<p>A questão é muito mais profunda e está escondida nas áreas obscuras de nossa alma.</p>



<p>Para sermos aceitos e bem-vistos por aqueles que nos amam, deixamos oculto nosso lado negro, porque o medo de sermos rejeitados e o sentimento de vergonha são mais fortes do que nossa consciência da necessidade de expor nosso lado feio.</p>



<p>Porém, por Deus nos amar incondicionalmente, Ele vai gerando situações e situações para nos dar a oportunidade de nos tratarmos para ter uma vida plena e abundante como Ele promete em suas Escrituras.</p>



<p>Com cada um Ele age de uma forma diferente, mas algumas características são constantes: a suavidade, a paciência e a progressividade.</p>



<p>Para os corações mais tratáveis, pequenos sinais bastam. Para os corações endurecidos, as doses são mais fortes e aumentam paulatinamente.</p>



<p>Quanto mais orgulho tiver do personagem ou do aspecto de sua vida que procurou mostrar, mais forte terá que ser a dose do remédio para que o paciente se submeta ao tratamento.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Conheci alguém que vivenciou isso.</p>



<p>Seus pais não o queriam e cogitaram o aborto, mas por questões financeiras, acharam que seria mais fácil “criar o garoto”. Durante a infância, sofreu abuso sexual e cresceu com a vergonha dos familiares que sabiam disso e levianamente faziam comentários sarcásticos sobre sua sexualidade. Durante uns seis anos, até a adolescência, cresceu vivenciando várias cenas do pai espancando a mãe. Também presenciou o pai traindo a mãe, inclusive chegou ser levado a lugares onde isso acontecia. Talvez por dúvida da sexualidade do filho que era muito tranquilo quanto a namorar, o pai pedia para suas amantes e para as amigas dela se aproximarem sexualmente do filho. O pai falava que ele era preguiçoso e que “não seria ninguém na vida”.</p>



<p>Esse jovem ficou insensível, desconfiado, promíscuo, necessitado de provar sua masculinidade, com concepção deturpada do que é ser homem, marido e pai. Por outro lado, dedicou-se intensamente em desenvolver suas habilidades profissionais. Tornou-se alguém de destaque na profissão, admirado por algumas pessoas. Escreveu textos e livros que tocaram a vida de pessoas. Tornou-se orgulhoso desse aspecto de sua vida e fez de tudo para preservar essa imagem de vencedor e de perfeição. Então, viveu anos numa batalha interna e tentando esconder seu lado sombrio, deturpado e doentio.</p>



<p>Quando esteve espiritualmente fortalecido, vencia a luta interna. Quando se encontrava fraco, cedia, sentia remorso, e a si mesmo e aos outros, quando era exposto, prometia que iria melhorar. Mas era questão de tempo e as feridas de sua alma voltavam a expelir pus.</p>



<p>Deus permitiu que uma série de situações acontecessem em sua vida. Colocou até diante de riscos reais e eminentes de perder sua liberdade e sua vida. Mas nada foi suficientemente forte para quebrar seu orgulho, expor sua feiura e se submeter ao tratamento. Então, Ele tocou naquilo que mais amava. Sua esposa pediu o divórcio. Ele perdeu o convívio com ela e com seus filhos.</p>



<p>A dor sofrida foi tão grande que, pelo imenso amor e misericórdia de Deus, foi levado em seu espírito a diversas situações que vivenciou em seus primeiros anos de vida e a entender as consequências que tiveram em sua vida e em seu comportamento fracassado na esfera pessoal e familiar.</p>



<p>Então, sua oração não foi mais de apenas pedir perdão e por uma nova oportunidade para fazer as coisas diferentes, mas passou a perguntar a Deus o motivo de agir como agia, pois estava cansado de lutar e perder. Passou a entender que não precisava ter sofrido por tanto tempo e machucado tantas pessoas. Que bastava ter deixado o orgulho de lado, exposto suas feridas e fraquezas, e se submetido ao tratamento.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Deus tem promessas de bençãos e de uma vida plena para todo nós, mas nossas atitudes em desarmonia com a vontade divina nos impedem de acessar esse lugar. E quando o orgulho é grande o suficiente para nos impedir de expor as feridas de nossa alma, permanecemos doentes e fracos.</p>



<p>Minha oração é para que você, leitor, não tenha medo de expor suas fraquezas, suas tentações, suas feridas, pois é nesse lado oculto de sua vida que o reino das trevas te aprisiona numa vida infeliz, esperando o momento certo para te matar, te roubar ou te destruir.</p>



<p>Deus é misericordioso e paciente. Ele age de forma sutil e vai aumentando a dose até que faça o efeito esperado. Porém, quanto mais você demora para aceitar o tratamento, mais graves terão sido as consequências de sua doença. Vença o medo, saiba que apesar da imensa dor inicial, no decorrer do tratamento a dor vai passando e você vai se sentindo aliviado. Triste pelo tempo que perdeu, mas esperançoso pelo que poderá viver.</p>
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		<title>Ataques a creches e escolas – Onde está Deus?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Apr 2023 09:02:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e Fé]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minhas maiores dificuldades em entender os caminhos de Deus surgem quando tenho notícias de tragédias envolvendo crianças, refiro-me tanto a atos criminosos como também a doenças graves e incuráveis. No Brasil, apenas entre os anos de 2019 e 2023 foram 11 ataques a escolas e creches, com várias crianças mortas. Tragédias dessas me fazem questionar: “onde estava Deus?”. Quando acontecem com pessoas adultas, é fácil ter o pensamento de que talvez ela tenha merecido, talvez tenha feito algo injusto, talvez mais um monte de outras possibilidades que podemos conjecturar, sempre tentando encaixar os caminhos divinos em nosso senso de justiça. Porém, quando quem sofreu foi uma criança, o que justifica? A meu ver, nada. Para mim, a única maneira de conciliar o sofrimento de crianças com a bondade e onipotência de Deus é tirando os olhos de nossa existência terrena e mirando a realidade espiritual. Para entender meu ponto de vista, primeiro é necessário firmar algumas premissas: &#8211; existe um Deus todo-poderoso; &#8211; existe uma realidade espiritual; &#8211; existe uma vida espiritual após a morte de nosso corpo material. A partir dessas bases, devemos considerar que por mais longa que seja a existência terrena, ela é praticamente irrelevante quando comparada com a duração da existência espiritual. Ainda que vivamos 120 anos aqui neste planeta, é quase nada diante da eternidade. Então, qualquer sofrimento que for experimentado aqui, mesmo que prolongado sob a ótica humana, é apenas uma “leve e momentânea tribulação”, como disse o Apóstolo Paulo (2 Coríntios 4:17). Quem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/04/kat-j-7I1wrtRz5QQ-unsplash-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4572" width="516" height="344" srcset="https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/04/kat-j-7I1wrtRz5QQ-unsplash-1-1024x683.jpg 1024w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/04/kat-j-7I1wrtRz5QQ-unsplash-1-300x200.jpg 300w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/04/kat-j-7I1wrtRz5QQ-unsplash-1-768x512.jpg 768w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/04/kat-j-7I1wrtRz5QQ-unsplash-1-1536x1025.jpg 1536w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/04/kat-j-7I1wrtRz5QQ-unsplash-1-350x234.jpg 350w, https://hslima.com/wp-content/uploads/2023/04/kat-j-7I1wrtRz5QQ-unsplash-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 516px) 100vw, 516px" /></figure></div>


<p>Minhas maiores dificuldades em entender os caminhos de Deus surgem quando tenho notícias de tragédias envolvendo crianças, refiro-me tanto a atos criminosos como também a doenças graves e incuráveis. No Brasil, apenas entre os anos de 2019 e 2023 foram 11 ataques a escolas e creches, com várias crianças mortas. Tragédias dessas me fazem questionar: “onde estava Deus?”.</p>



<p>Quando acontecem com pessoas adultas, é fácil ter o pensamento de que talvez ela tenha merecido, talvez tenha feito algo injusto, talvez mais um monte de outras possibilidades que podemos conjecturar, sempre tentando encaixar os caminhos divinos em nosso senso de justiça. Porém, quando quem sofreu foi uma criança, o que justifica? A meu ver, nada.</p>



<p>Para mim, a única maneira de conciliar o sofrimento de crianças com a bondade e onipotência de Deus é tirando os olhos de nossa existência terrena e mirando a realidade espiritual.</p>



<p>Para entender meu ponto de vista, primeiro é necessário firmar algumas premissas:</p>



<p>&#8211; existe um Deus todo-poderoso;</p>



<p>&#8211; existe uma realidade espiritual;</p>



<p>&#8211; existe uma vida espiritual após a morte de nosso corpo material.</p>



<p>A partir dessas bases, devemos considerar que por mais longa que seja a existência terrena, ela é praticamente irrelevante quando comparada com a duração da existência espiritual. Ainda que vivamos 120 anos aqui neste planeta, é quase nada diante da eternidade. Então, qualquer sofrimento que for experimentado aqui, mesmo que prolongado sob a ótica humana, é apenas uma “leve e momentânea tribulação”, como disse o Apóstolo Paulo (2 Coríntios 4:17).</p>



<p>Quem já sofreu algo ou acompanhou de perto alguém sofrendo, sabe que não é tão fácil assim, pois parece que quanto maior o sofrimento, mais o tempo demora passar. Mas, se somos de fato cristãos, precisamos crer em Sua palavra e nos confortarmos em suas promessas.</p>



<p>É também o Apóstolo Paulo quem diz que “Deus não é injusto” (Hebreus 6:10). Então, a partir disso, devemos estar firmes na fé de que todo sofrimento será reparado, ainda que seja apenas quando partirmos deste mundo e retornamos à vida espiritual, pois existe uma divina providência que rege tudo neste mundo. Assim, aqueles que praticaram o mal receberão a devida “recompensa”, pois está escrito: “O qual retribuirá a cada homem segundo seus atos” (Romanos 2:6).</p>



<p>Para os pais, familiares e amigos próximos, o sofrimento é mais duradouro, pois os desdobramentos emocionais são imensuráveis. Cada um reage de uma forma peculiar. Alguns, após um difícil período de luto, conseguirão se reerguer e continuar a vida, apesar de que nunca esquecerão as cicatrizes. Outros, infelizmente, talvez nunca se recuperem. Para todos esses, é necessário se apegar ao fato de que Deus não é injusto e que nada fica sem a devida reparação. Então, toda dor que injustamente suportaram, será reparada, nesta ou na próxima vida.</p>



<p>Para a sociedade acontecimentos chocantes como esses devem servir como um despertamento contra a indiferença, a ganância, o individualismo. Eventos dessa magnitude reverberam em muitas e muitas vidas. Estive numa reunião de negócios em que um empresário comentou que quando teve conhecimento do ocorrido na creche em Blumenau-SC percebeu que seus problemas eram irrelevantes e agradeceu a Deus por sua vida.</p>



<p>Não é a intenção de Deus que as pessoas se tornem más, pois apesar de nos dar a opção de escolher por um ou outro caminho, Ele anseia que escolhamos o bem. Quando nos entregou sua Lei, lá no Monte Sinai, há cerca de 3.250 anos, disse: “Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte, entre a benção e a maldição. Escolham a vida, para que vocês e os seus descendentes vivam muitos anos.” (Deuteronômio 30:19-20). Mas, se mesmo assim alguns escolhem o caminho do mal, será retribuído pelo que fez. Quanto aos que foram vítimas diretas ou indiretas, resta a certeza de que há um Deus reparador, cujo Filho nos disse: “Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados” (Mateus 5:4).</p>



<p>Por mais difíceis que algumas tragédias sejam, precisamos tentar manter nosso coração conectado com o Eterno e ter a inabalável fé de que Ele cuida de cada um de nós e de que não há injustiça sem reparação.</p>
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		<title>Páscoa, lição de fé, obediência e esperança no empreendedorismo</title>
		<link>https://hslima.com/pascoa-licao-de-fe-obediencia-e-esperanca-no-empreendedorismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[H. S. Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Apr 2023 12:51:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e Fé]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O período de Páscoa é excelente oportunidade para refletir sobre seu significado para nossas vidas e para nossos negócios. A primeira páscoa foi celebrada num ambiente de muita dificuldade, medo e ansiedade com o que viria a acontecer. O povo hebreu estava escravizado no Egito já fazia cerca de 430 anos e Moisés estava enfrentando a maior autoridade política da época, o faraó. Após nove pragas enviadas para persuadir o faraó a deixar o povo hebreu, haveria o castigo final, que seria a morte dos primogênitos de todas as casas que não estivessem com o selo da proteção divina. Os hebreus deveriam sacrificar um cordeiro e aspergir seu sangue nos umbrais das portas, para que a morte ali não acontecesse. Olhando em perspectiva, por já sabermos o resultado, é fácil ficar confortável com a situação, mas eles não sabiam o que e como realmente tudo aconteceria. Apenas lhes restava obedecer e confiar. A ansiedade deve ter sido esmagadora. Porém, a salvação aconteceu e o restante da história todos sabemos. A partir de então, passou-se a celebrar esse incrível acontecimento, conhecido como Páscoa, ou, em hebraico transliterado: Pesach. Que significa “passar adiante”. O apóstolo Paulo ensina que as coisas passadas foram sombras do que haveria de vir. Então, milhares de anos após essa primeira Páscoa, aconteceu a verdadeira e definitiva, que foi o evento da crucificação e ressureição de Jesus, o Cristo enviado por Deus para salvação de todos os que creem, nutrindo-nos esperança num futuro melhor. Desse magnânimo evento, podemos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O período de Páscoa é excelente oportunidade para refletir sobre seu significado para nossas vidas e para nossos negócios.</p>



<p>A primeira páscoa foi celebrada num ambiente de muita dificuldade, medo e ansiedade com o que viria a acontecer. O povo hebreu estava escravizado no Egito já fazia cerca de 430 anos e Moisés estava enfrentando a maior autoridade política da época, o faraó. Após nove pragas enviadas para persuadir o faraó a deixar o povo hebreu, haveria o castigo final, que seria a morte dos primogênitos de todas as casas que não estivessem com o selo da proteção divina. Os hebreus deveriam sacrificar um cordeiro e aspergir seu sangue nos umbrais das portas, para que a morte ali não acontecesse.</p>



<p>Olhando em perspectiva, por já sabermos o resultado, é fácil ficar confortável com a situação, mas eles não sabiam o que e como realmente tudo aconteceria. Apenas lhes restava obedecer e confiar. A ansiedade deve ter sido esmagadora. Porém, a salvação aconteceu e o restante da história todos sabemos. A partir de então, passou-se a celebrar esse incrível acontecimento, conhecido como Páscoa, ou, em hebraico transliterado: <em>Pesach</em>. Que significa “passar adiante”.</p>



<p>O apóstolo Paulo ensina que as coisas passadas foram sombras do que haveria de vir. Então, milhares de anos após essa primeira Páscoa, aconteceu a verdadeira e definitiva, que foi o evento da crucificação e ressureição de Jesus, o Cristo enviado por Deus para salvação de todos os que creem, nutrindo-nos esperança num futuro melhor.</p>



<p>Desse magnânimo evento, podemos extrair lições úteis para a vida empresarial: fé, obediência e esperança em meio a cenários difíceis.</p>



<p>Se existe algo que não falta aos empreendedores é fé. Impossível ser diferente, pois empreender sujeito a uma carga tributária surreal, burocracia incompreensível, concorrência brutal e uma sociedade em constante mudança, só com muita fé e paixão. A obediência aos próprios princípios, valores e visão de negócio deve ser constante. Já esperança também é marca do empresário, que acredita, se prepara, se esforça e investe na expectativa de um futuro melhor, tanto para seu negócio como para a sociedade em geral.</p>



<p>O Livro de Provérbios diz que “<em>A esperança que se realiza satisfaz e alegra a alma</em>” (13:19, KJA). Na primeira páscoa, a esperança foi pela libertação da escravidão. Em Jesus, foi a expectativa de sua ressureição que possibilita a vida eterna. No cotidiano do empreendedorismo, a esperança está em ver seus esforços frutificados num negócio saudável, rentável e relevante para si mesmo e para toda a sociedade, pois “<em>a mão dos diligentes enriquece</em>” (Pv. 10:4).</p>
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